sexta-feira, 1 de junho de 2012

ZULIAN CHAVES E FECHADURAS

ZULIAN

Natural de Lages o Sr. Aldo Antonio Zulian aprendeu a trabalhar como chaveiro ainda novo, vindo trabalhar no início de 1973 numa pequena loja de chaves na Rua Blumenau próximo ao Porto com o Sr. Luiz Carlos Chaves. Por motivo de doença do proprietário Zulian comprou a pequena Loja no final do ano de 1973 mudando o endereço para a Rua Tijucas ficando 3 anos neste local.
Com o apoio de sua esposa Sra. Maria Helena Zulian e mais dois funcionários o comércio foi progredindo e em 1976 mudou para outra loja também na Rua Tijucas com maior espaço já que a clientela aumentava.
Sua trajetória profissional foi de muito trabalho e perseverança, dificuldades comuns pra quem trabalha com comércio e serviço. Outra mudança de endereço se fez necessário por motivos de espaço e de oportunidade, transferindo sua empresa para outro local também na Rua Tijucas em 1980 ficando neste endereço até 1995.
Finalmente em 1995 adquiriu o prédio ao lado do antigo endereço onde encontra-se estabelecido até hoje.
Contando com os melhores profissionais do mercado a Zulian tornou-se líder em seu seguimento e com o compromisso de buscar sempre novas alternativas para melhorar o desempenho de seus profissionais e a satisfação de seus clientes.
Hoje a Zulian conta com 23 funcionários, sem perder os traços de empresa familiar ainda conserva em seu quadro profissional sobrinhos e os filhos Luciana e Alexandre.


IGREJA MATRIZ






Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento é o maior monumento artístico e cultural da cidade de Itajaí, Santa Catarina, verdadeiramente seu cartão postal.
A Igreja Matriz foi inaugurada em 15 de novembro de 1955 e a sua conclusão devido ao trabalho e dedicação do então vigário Monsenhor Vandelino Hobbold.
A pedra fundamental foi lançada em 1940 pelo vigário Pe. José Locks, segundo o projeto do arquiteto alemão Simão Gramlich, o construtor de inúmeras igrejas catarinenses.
Seus frontais atingem 50 metros de altura. Na sua construção foram utilizados 700 mil tijolos, artisticamente organizados numa área de 30 metros de largura por 60 metros de comprimento.

BAIRRO SÃO JOÃO - 50 ANOS DE TRADIÇÃO


Após a construção da primeira capela os moradores do Banhado do Jacaré, decidiram organizar uma festa junina para angariar recursos para melhorar as condições da igreja e da comunidade. Decidiram homenagear São João Batista com uma fogueira que foi acesa no dia 24 de junho. A partir daí, a capela ficou conhecida como a capela da festa de São João, todos os anos virou tradição a realização da festa que acabou dando o nome a capela e também ao bairro, que passou a condição de Paróquia São João Batista com a chegada do Padre Agostinho em 1968.

CLUBE ATIRADORES DE ITAJAÍ

Fotografia tirada em frente a primeira sede do Clube dos Atiradores em 20 de agosto de 1899.-Fonte: FGML


Antiga sede do Clube de Atiradores-Fonte: FGML


Foto da diretoria e alguns associados do Clube Atiradores de Itajaí, entre eles Marcos Gustavo Heusi, Alfredo Eicke, Victor Konder, tirada em 27 de agosto de 1929.- Fonte: FGML

Atual sede do Clube de Caça e Tiro Vasconcelos Drumond, em Itajaí - SC


Schützenverein Itajahy
SOCIEDADE DOS ATIRADORES DE ITAJAÍ

O Clube de Atiradores de Itajaí, foi fundado em 28 de abril de 1895, por um grupo de cidadãos de origem germânica radicados em Itajaí, e pertencentes a muitas das mais ilustres e tradicionais famílias locais. Foram sócios fundadores: Pedro Bauer, Guilherme Müller, Gabriel Heil, Júlio Gern, Mathias Bauer, Alfredo Eicke, Julio Willerding, Otto Moldenhauer, Julio Galle, Emílio Palumbo, Joaquim Espíndola e João Rodrigues Pereira.
Em Itajaí, Cem anos de Município, de Laércio Cunha e Silva, é citado que em 1899, presidia a Sociedade o Sr. Gabriel Heil, e compunham a diretoria ainda, os Srs. João Rodrigues Pereira, Otto Moldenhauer, Emílio Palumbo, Júlio Galle e Pedro Bauer.
Na eleição de 06 de janeiro de 1899 foram eleitos: Presidente: Paulo Bauer, Vice: Julio Galle, Tesoureiro: Otto Moldenhauer, Secretário: Emílio Palumbo, Procurador: Ângelo Corrêa.
Em 1901 foi reeleito Presidente o Sr. Pedro Bauer, fazendo parte da diretoria ainda os Srs. Otto Moldenhauer (Tesoureiro), 2º Procurador o Sr. Ângelo Rodi, Vice- Presidente Julio Galle, 1º Secretário o Sr. Dorval Paulino de Campos, 2º Secretário João Bauer Júnior, 1º Procurador o Sr. Criste Fermino. O Sr. Dorval Campos assumiu ainda a Diretoria da banda de Música do Clube
A participação das pessoas em uma dessas agremiações era tornada pública através das listas das diretorias, dos participantes e dos vencedores dos torneios. a sociedade dos Atiradores de Itajahy promovia a escolha do Rei do Alvo e do Rei do Cervo, festas tipicamente alemãs, organizadas e freqüentadas principalmente por pessoas de origem alemã. Os Jornais comentavam as bonitas festas promovidas, na qual reinava sempre a maior alegria. Tipos de festas que faziam parte dos espaços de diversão compartilhados por uma parcela dos imigrantes de língua alemã, mas que não excluía a participação de brasileiros.
As principais atividades eram a prática do Tiro ao Alvo e Bolão, os Bailes programados pela Diretoria, e a festa do divino espírito santo.
Alguns nomes de vencedores e participantes de torneios de tiros: Guilherme Müller, Otto Moldenhauer, Ernesto Schneider, Germano Friese, Pedro Bauer, Julio Gern, Julio Willerding, Gabriel Heil, João Bauer Júnior, José Dittrich, Adriano Kormann, Victor Olinger, Criste Fermino, entre outros.
A sociedade dos Atiradores tem uma difícil reconstituição histórica. Em virtude do desaparecimento dos primeiros livros e documentos que guardavam a história de sua constituição e registravam os principais fatos sociais.Toda a documentação foi recolhida à Secretaria de segurança em Florianópolis, durante o período da segunda Guerra Mundial e outros documentos e objetos foram destruídos quando ocorreu a ocupação do prédio da Sociedade, por uma Companhia de batalhão do exército então aquartelado em Itajaí.
Atualmente e Sociedade continua, porém sob outra denominação: Clube de Caça e Tiro Vasconcelos Drumond. O antigo prédio foi substituído por outro de alvenaria. Assim, do velho Schuetezen Verein Itajahy restam apenas a tradição oral e as memórias deixadas por Juventino Linhares. Sua sede social está localizada na Rua Uruguai, próximo a Univali.


FONTE:
O QUE A MEMÓRIA GUARDOU, Juventino Linhares, Itajaí,1997, Editora da Univali, 329p;
PEQUENA HISTÓRIA DE ITAJAÍ, Edson D Ávila, Itajaí, Edição da prefeitura Municipal de Itajaí, 1982, 156p. il
ITAJAÍ DE ONTEM E DE HOJE, Afonso Luiz da Silva, Brusque, Gráfica do Município, 19, 65p, il.
FAMÍLIAS DE ITAJAÍ, MAIS DE CEM ANOS DE HISTÓRIA, Marlene Dalva da Silva Rothbarth, Lindinalva Deólla da Silva; Itajaí, 2001, Editora e Gráfica Odorizzi, 240 p. il;
ITAJAI, CEM ANOS DE MUNICIPIO, Laércio Cunha e Silva, itajaí:
SCHÜTZENVEREIN ITAJAHY, Pesquisa inédita, Carlos Henrique Müller;

METAMORFOSE URBANA

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E.F.S.C. - UM TREM PARA O LITORAL




O Trem sempre exerceu um fascínio muito grande sobre as pessoas, inspirando musicas e poesias. Também serviu de cenário para historias de aventura, paixão, crime e intriga. Em 1890 quando se comprovou a eficiência da locomotiva no transporte de cargas e passageiros, a febre das ferrovias tomou conta do mundo. Muito mais velozes que as antigas diligências, ao deslizar sobre trilhos e encurtar distancias, as novas maquinas tornaram-se símbolo de progresso, além de fonte de lucro para construtores e proprietários. Este documentário enfoca o trem sob varias óticas, a maquina, a construção da ferrovia em Santa Catarina e de quem dela se influenciou. Faz um retrato da Estrada de Ferro Santa Catarina até a cidade de Itajaí.

PRIMEIRA SEDE DOS CORREIOS


A casa de Eduardo Dias de Miranda é uma construção da segunda metade do século XIX e estava localizada na Rua Lauro Muller. Parte da casa era destinada à residência e outra parte ao comércio. A casa foi adquirida pelo português Eduardo Dias de Miranda, que juntamente com dois irmãos chegou ao Brasil no século passado, fixando-se em Itajaí em torno de 1850. Inicialmente atuava como representante de secos e molhados. Após a proclamação da República, Eduardo foi nomeado agente dos Correios. Fechou então seu comércio, instalando no local a agência dos Correios, que funcionou ali por muitos anos. A construção do atual prédio dos Correios e Telégrafos, por volta de 1942. Após a saída das agencias dos Correios da casa, onde continuou residindo a família Miranda, a parte comercial do prédio foi utilizada como a primeira sede da Associação Comercial e Industrial de Itajaí e Delegacia de Policia. Em 1990, após ser vendida, a casa Miranda foi demolida.

Texto de: Juarez José Vanni Muller.

HOTEL CABEÇUDAS


O prédio onde funcionou o Hotel Cabeçudas foi construído para ali ser instalada uma casa de repouso na década de 30, tendo a sua destinação mudado, com a transação de compra efetuada entre a Construtora Catarinense, presidida por José Eugênio Muller e José Zwoelfer, austríaco da cidade de Melke, onde fizera curso de hotelaria. Com a aquisição, o prédio foi adaptado para as novas atividades, com água corrente quente e fria em seus quartos, contando ainda, com maquinas importadas, para o uso em sua lavanderia e cozinha. Além destas novidades no setor hoteleiro no Estado, o novo proprietário mandou construir uma adega subterrânea nos moldes europeus e uma câmara frigorífica, para a conservação dos alimentos e a fabricação de gelo, pois somente Blumenau fabricava este produto. Com inicio das atividades, o hotel ganhou conceito entre os seus “habitués” em todo o Vale do Itajaí, que motivou o crescimento da praia, com a construção de belas residências naquele local. O sucesso do Hotel e da comida ali servida regada com bebidas importadas fez com que a sua fama ultrapassasse as fronteiras do Estado, provocando a vinda de gaúchos e paranaenses. Quando da viagem de José Zwoelfer para o Brasil, fugindo das agruras da Primeira Guerra Mundial, chegou com grandes conhecimentos que foram de grande valia para o seu novo negócio, um estabelecimento hoteleiro próprio, pois trabalhou em hotéis na Inglaterra, Alemanha e Argentina. O lugar aprazível com uma urbanização avançada, tendo as suas ruas e passeios pavimentados, além de frondosas arvores com grandes sombras para o deleite dos veranistas, fez com que os freqüentadores do Hotel Cabeçudas promovessem a sua divulgação. Ainda hoje, após a sua demolição em 1972, inúmeros são os casais que procuram os familiares de José Zwoelfer, para recordar as temporadas aqui passadas e muitos deles, a feliz lua de mel. Sem duvida, um hotel que foi marco do início do turismo em Santa Catarina.


Texto de: Félix Alvino Gomes Foés Filho.

HOTEL BRASIL



Localizado na Rua da Praia, como era chamada de início, que passou a denominar-se Rua Conde Deu e finalmente Rua Lauro Muller, depois de passar por vários proprietários e mudar de nomes, hoje temos o Hotel Rota do Mar. Hotel Brasil inaugurado em 1897, conforme consta nas lembranças das fotos deixadas por Eugênio Curlim. De início, foi administrado por Alexius Reiser, pai de Felipe Reiser que o transmitiu a Pedro Burghardt e passou a ser administrado pela CIA Malburg por muitos anos. No Inicio do século, consta que no local se faziam grandes negócios e durante a primeira Guerra Mundial era o ponto onde se buscavam as informações sobre os acontecimentos beligerantes que massacravam o continente Europeu, pois as famílias, que de lá procediam, iam receber as correspondências trazidas pelos emissários que faziam o elo de comunicação entre Itajaí e além mar. Esse cenário se repetiu na Segunda Guerra Mundial, com o agravante de que o Brasil também tomou parte nas lutas. Enviando tropas, os chamados Expedicionários, os “pracinhas”, soldados brasileiros que partiam em nome da Pátria para defender a soberania nacional em terras estranhas. O Hotel Brasil, se torna assim o “ponto de encontro” das pessoas da cidade que buscavam noticias sobre o desenrolar dos fatos, pois, dos soldados que partiram para a guerra vários eram filhos de Itajaí. O Hotel Brasil era o referencial da grandeza, do orgulho, era o “ponto de encontro” dos homens de negócios, onde os chamados executivos, que ali se alojavam e discutiam a vida de Itajaí nos seus diferentes aspectos. Parada obrigatória das pessoas ilustres que passavam por Itajaí. Bandeiras sempre hasteadas significando a pujança do ambiente. Parede dobrada, prédio forte, construído estilo Republica, de inspiração romântica e neoclássica vigente no final do século XIX e que se caracterizava a burguesia urbana brasileira. Construído com eiras e beiras, o chamado sobrado republica demonstrava o poder de elite, um ambiente requintado com sacadas de ferro trabalhado. Com grandes janelas, pé direito alto proporcionava um ambiente bem arejado, típico do clima tropical brasileiro.


Texto de: Benedito Galatto.

VILA OPERÁRIA - A VILA DE ITAJAÍ.



A Vila Operária é um bairro projetado em função da Sociedade Cooperativa Construtora Catarinense, idealizada por José Eugênio Muller, na década de vinte do século passado. Foi um empreendimento de grande fôlego na época, com infra-estrutura de destaque. .Na época os jornais locais dedicaram grandes espaços para falar do empreendimento. O bairro da Vila Operária foi uma alavanca para a expansão urbana da região sudoeste de Itajaí.

PORTO DE ITAJAÍ - CONSTRUÇÃO E MODERNIZAÇÃO



Segundo registros históricos, os primeiros estudos referentes ao Porto de Itajaí datam de 1905, realizados pela "Comissão de Melhoramentos dos Portos e Rios". Por volta de 1914, foi construída a primeira obra, composta dos 700 metros do molhe Sul, seguidas mais tarde das obras do molhe Norte. O porto propriamente dito foi iniciado em 1938, com a construção do primeiro trecho de cais, com 233 metros de comprimento e estrutura em concreto armado, e do primeiro Armazém. No início da década de 1950 foi construído o segundo trecho de 270 metros, concluindo-se em 1956 mais 200 metros, além da construção de um armazém frigorífico, voltado na época às necessidades da atividade pesqueira. O Porto de Itajaí passou a ser considerado "porto organizado" em 28 de junho de 1966, quando foi instalada a Junta Administrativa do Porto de Itajaí, subordinada ao Departamento Nacional de Porto e Vias Navegáveis. Em 1976, com a criação da Empresa de Portos do Brasil S.A. - PORTOBRÁS, o gerenciamento do terminal itajaiense passou a ser exercido pela Administração do Porto de Itajaí, diretamente vinculada àquela estatal. A partir desse período verificou-se um crescimento acentuado da sua movimentação e, com a melhoria na sua organização administrativa, a Administração do Porto passou a ser um órgão respeitado pela comunidade portuária. Com a lei 8.029, de 1990, a PORTOBRÁS foi extinta, e após momentos de incertezas e indefinições oriundas de uma situação não prevista, e ainda, para que pudesse continuar com suas atividades normais sem sofrer solução de continuidade, a Administração do Porto de Itajaí passou a ser subordinada à Companhia Docas do Estado de São Paulo - CODESP, situação que perdurou até 1º de junho de 1995, quando o Ministério dos Transportes descentralizou a gestão do porto ao Município de Itajaí, através da Administradora Hidroviária Docas Catarinense. Em dezembro de 1997, o Porto de Itajaí foi delegado ao município pelo prazo de 25 anos. Passou a ser chamado de Superintendência do Porto de Itajaí em 6 de junho de 2000, através da Lei Municipal 3.513
[Texto extraido do site oficial do Porto de Itajaí]

ITAJAÍ - COLONIZAÇÃO E FUNDAÇÃO


Itajaí cidade pólo do litoral norte catarinense será mostrado neste Blog, que sua afirmação de desenvolvimento, desde sua colonização obedeceu a uma dinâmica própria, e o quanto foi importante para a colonização do vale do Itajaí. O rio, o porto e a Vila de Itajaí serviam de via de comunicação e base de transporte, dando apoio comercial para as colônias do vale.

BANCO INCO



O BANCO INCO tem seu tempo, de 1934 à 1968, uma poderosa e influente organização financeira particular.Uma nova fase de desenvolvimento para os bancos ocorreu depois de 1930, favorecendo aos bancos particulares que vinham do passado, e aos que haveriam de vir.
Destacou-se nesta fase o Banco Indústria e Comércio de SC (INCO), fundado em 1934 por um grupo do Vale do Itajaí. Na oportunidade havia no Estado apenas 9 agências de bancos, das quais sete pertenciam ao Banco Nacional do Comércio, duas ao Banco do Brasil (estas em Florianópolis e Joinvile), além do Banco Sul do Brasil (de Blumenau).
Portanto, depois de 1930, cresceu a rede bancária de Santa Catarina, especialmente o Banco INCO.
Como idéia, surgiu com Irineu Borhausen (de Itajaí) e Otto Renaux (de Brusque), quando eventualmente no interior distante do Vale do Itajaí, em Rio do Sul, encontraram dificuldade para descontar um cheque equivalene a dez mil cruzeiros.Outros nomes se juntaram à idéia da fundação de um banco: Bonifácio Schmidt, Victor Konder, Antônio Ramos, Augusto Voigt, etc., os quais tiveram em Genésio Lins o principal organizador.Criava-se o Banco Indústria e Comércio com a Assembéia Geral de 23 de fevereiro de 1935, tendo como capital inicial 1.200,oo Cruzeiros. Conseguia a Carta Patente em 8 de outubro do mesmo ano, sob n. 1283. Fez-se a instalação em 18 de outubro, também de 1935, nos altos do escritório Almeida e Voigt, em Itajaí.
O Banco INCO encampava em 1936 o Banco Agrícola de Bela Aliança (referenciado pelo então nome de Rio do Sul), quando ocorria o aumento de capital para 6.000.000,oo cruzeiros.
Também foi adquirido pelo Banco INCO em 1-o. de março de 1957, na cidade São Paulo, o Banco Nacional (antigo Banco Ítalo-Brasileiro, de já 32 anos de existência., incluíndo 40 agências e respectivas cartas patentes e uma autorização governamental para operar com câmbio em todo o país. A compra de prédios, inclusive o da sede de 7 andares, à Rua São Bento, n. 341. Assim completava no Brasil 103 dependências, entre matriz e agências. Multiplicaram-se rapidamente as agências do INCO de maneira a ordenar e desenvolver o crédito em todo o Estado.Aconteceu logo também a expansão para outras praças do país. Em 1943 instalava sua agência em Curitiba. Já em 1944 outra na então Capital Federal, Rio de Janeiro.
Não obstante, a maior empresa creditícia particular dos empresários catarinenses não sentiu ânimo para prosseguir, e foi o INCO, em 1968, adquirido pelo Banco Brasileiro de Descontos (BRADESCO), com sede em São Paulo.No clima que pôs fim ao Banco INCO operavam também circunstâncias como o de haver passado o tempo de vida dos fundadores e ainda a tendência para a concentração dos bancos em conglomerados maiores.
Prosseguiu o BRADESCO linearmente as atividades da instituição anterior em todo o Estado de Santa Catarina, embora passando o centro de decisões a nível nacional para outro Estado. Entretanto, a sede regional passou de Itajaí para a Agência de Florianópolis, Praça Quinze de Novembro.Os 33 anos de Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina foram de notória significação para a economia do Estado. Sua influência política também foi clara.

Autor: Prof. Evaldo Pauli.

PRAIA DE CABEÇUDAS

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LUX TINTAS



LUX TINTAS

A Loja foi fundada por Orestes Germano Gonçalves em 20 de fevereiro de 1970 tendo como sócio nos primeiros dois anos o Sr. Avelino Sanches, seu endereço na época era na Rua Adolfo Germano de Andrade. Em 1972 rompeu a sociedade com Avelino e firmou nova sociedade com sua Esposa Maria Lapa Gonçalves mudando o endereço da loja para a Rua Cônego Thomaz Fontes. Orestes, trabalhador e obstinado iniciou sua vida profissional bem cedo no Cartório Krobel, em seguida trabalhou na Atlas Tintas e Ferragens, e após seu casamento foi convidado para gerenciar a Loja Coral Rebelo que se localizava no atual endereço da Loja Lux Tintas. Em 2005 transferiu a Administração da Loja para sua Esposa e Filha Silvana. Orestes faleceu em 2007 deixando um legado social muito importante, pois a Lux Tintas além de ser referencia no comércio de Itajaí e região investe muito no social com ajuda constante à instituições filantrópicas além de ajuda em catástrofes naturais como por exemplo as enchentes. Outro fator a ser considerado é o investimento educacional e material em seus funcionários tornando sua equipe de trabalho uma verdadeira família.


COR DA COR TINTAS

A 13 anos foi inaugurada em Balneário Camboriú uma nova loja A Cor da Cor tintas, situada na Avenida do Estado 2874, para melhor atender os clientes de Balneário Camboriú e região.

A mais de 40 anos a Lux tintas distribui para toda ar região as conceituadas TINTAS CORAL. Esta parceria vem dando certo por dois motivos: “A qualidade nos produtos e o excelente atendimento em sua distribuição”

Constituída em 1954 como Companhia Lubeca, as origens da Tintas Coral estão ligadas à Argentina, onde o grupo empresarial Bunge y Born mantinha, desde o final da década de 1920, a fábrica de tintas Alba, detentora de alta tecnologia no setor de tintas e vernizes. O nome Coral foi comprado da Mesbla, que na época era uma grande revendedora de tintas. O produto que levava este nome era uma tinta para utilização em barcos, mas foi escolhido pelo grupo Bunge como o nome da empresa recém formada.A primeira unidade produtiva da Tintas Coral foi instalada em Utinga, Santo André-SP, em uma moderna fábrica com 7.650 m² de área construída e capacidade de produção de 400 a 500 mil litros por mês. Sua produção iniciou-se em 1955. Tintas Coral foi responsável pela introdução no Brasil do sistema tintométrico em 1992, tendo sido pioneira também na utilização do espectrofotômetro. Em 1996, com a aquisição pelo grupo ICI – Imperial Chemical Industries –, a linha de produtos da Tintas Coral foi reforçada pela Dulux, marca mundial da ICI reconhecida por sua excelência tecnológica e qualidade de produtos.Hoje, com duas unidades industriais, uma em Mauá (SP) e outra em Recife (PE), a empresa produz cerca de 1.000 itens, num total de 190 milhões de litros/ano, que abastecem o mercado brasileiro e são exportados para, aproximadamente, 13 países.Desde janeiro de 2008, fazemos parte do grupo holandês AkzoNobel, a maior empresa de tintas decorativas do mundo, com vendas líquidas anuais de 5,5 bilhões de euros, presente em 80 países, com cerca de 60 mil colaboradores.

1954 - fundação da CORAL em Santo André - SP.


1969 - Anuncio TINTAS CORAL


A Tintas Coral apresentou durante a Feicon 2008, seu novo logotipo. Foi desenvolvido pela 100% Design e ganhou um grafismo mais moderno e estilizado, misturando formas geométricas com formas mais orgânicas. Após ser constatado por meio de pesquisas que as pessoas já sabem que o nome Coral se refere à tintas, a palavra “tintas” foi removida do logotipo.





CASA BURGHARDT

Rua Lauro Muller, Casa Burghadt - ano 1950 - fonte FGML.


Rua Laulo Muller, Casa Burghadt - ano 1960 - fonte FGML.


Casa Burghadt - restauração - ano 1999


Fundação Culturall de Itajaí - Casa Burghadt - ano 2007



A “CASA BURGHARDT” é uma construção de alvenaria, situada à rua Lauro Muller, no centro de Itajaí.
Construída no ano de 1902, com projeto do arquiteto alemão Reinhold Roenick, a pedido do proprietário Harry Hundt; este, imigrante alemão e negociante.
A casa foi construída no mais exemplar estilo arquitetônico eclético que adapta elementos germânicos às condições do meio-ambiente e dos costumes brasileiros. Foi uma maneira típica de construção adotada pelos imigrantes alemães os seus descendentes no final do século passado e começo do Século XX.
Assim, a CASA BURGHARDT tem as características das construções alemães em estilo hanseático e obedece a um projeto arquitetônico que atendeu às necessidades do proprietário – o comércio – e à situação de localização da construção – à margem do rio Itajaí-açu, por onde transitam os navios que demandam ao Porto de Itajaí. Daí o fato de a construção ter como que duas fachadas: a principal, para a rua Lauro Müller e uma secundária, para o rio Itajaí-açu.
Na bela construção , em 1902, o proprietário Harry Hundt instalou seu comércio de secos, molhados e armarinhos, no térreo; e sua residência, no primeiro andar.
Com o falecimento de Harry Hundt, sua viúva, Mathilde Bauer Hundt, continuou as a atividades comerciais do marido. Com “Hundt”, em alemão, quer dizer “cachorro”, a viúva Hundt passou a ser chamada pelos itajaienses de origem luso-brasileira de “Dona Cachorrinha”. Apelido com que ela não se simpatizava muito, mas que acabou por aceitar.
Após contrair novo casamento com Nicolau Burghardt, Dona Cachorrinha passou a utilizar o sobrenome do seu segundo marido e sua residência comercial passou a ser conhecida como “Casa Burghardt”. Nome com o qual até hoje é identificada a histórica construção.
Na casa, residiu D. Mathilde Burghardt até seu falecimento em 1955. Na década de 1970, os herdeiros venderam o imóvel para o Grupo Votorantim,.
A “Casa Burghardt” por sua beleza arquitetônica, pelo testemunho histórico de uma forma de construir e morar na cidade de 90 anos atrás, merece e deve ser preservada como referencial de uma época importante do passado de Itajaí


Prof. Edison d’Ávila

MERCADO PÚBLICO DE ITAJAÍ





Construído em 1917 para comercialização de produtos da pesca, o Mercado Público Municipal é uma das construções mais características do centro histórico de Itajaí. Em 1936, após um incêndio, foi totalmente restaurado e tombado como patrimônio histórico para preservar a cultura dos povos europeus que colonizaram a cidade. Na sua arquitetura original o que chama atenção é o chafariz que fica no meio do pátio interno do mercado, traço marcante de construções ibéricas. Lugar ideal para saborear as comidas típicas com frutos do mar, transitar entre figuras ilustres da cidade, conhecer e comprar o artesanato local, baseado principalmente em produtos de palha, cestarias, cerâmica e madeira. O mercado possui cinco lojas de artesanato, um restaurante e um bar. Toda semana é também ponto de encontro de músicos e artistas regionais que se apresentam para animar os visitantes. No repertório de canções especiais estão principalmente os fados portugueses e a música popular brasileira.

ASILO DOM BOSCO


O Asilo Dom Bosco, localizado à Rua Indaial número 90, é uma sociedade civil, destinado ao amparo dos idosos necessitados. Foi fundado em 17 de março de 1936, tendo sido seus fundadores João Cesário Pereira, Juvenal Fiúza Lima, José Corbeta e Claudionor Uriarte. Não foi sem grandes sacrifícios, que comseguiu, após quinze anos decorridos desde a sua fundação, concluir o edifício, situado na Vila Operária; em terreno doado pelo fundador Juvenal Fiuza Lima. O Asilo até hoje vem se mantendo com enormes dificuldades, exigindo dos seus provedores e demais membros da Diretoria, muito trabalho, sacrifícios e renuncias para mante-lo ativo e em função dos nobres intentos a que se destina. Da galeria de seus benfeitores e trabalhadores, dois nomes afora dos fundadores, não podem ser esquecidos: Dr. José Mernescal e Srta. Rosinha Sousa. Se um contemplava o Asilo em seu testamento, a outra dava à filantrópica Instituição inestimável contribuição pessoal de trabalho e devotamento.


Texto de: Mario Uriarte Filho.

GRUPO ESCOLAR LAURO MULLER


Grupo Escolar Lauro Müller
Localizado em plena praça Primeiro de Maio, na Vila Operária, foi inaugurado com grande pompa às 16h do dia 12 de outubro de 1928, com a presença das mais altas autoridades judiciárias, legislativas e executivas do Município e Estado, pelo Dr, Adolpho Konder, naquela oportunidade presidente do Estado (governador).
Foi construído no ponto central da então Vila Operária Pereira Oliveira pela Empresa Sociedade Construtora Catarinense, presidida pelo Sr. José Eugênio Müller, para nele funcionar uma Escola Estadual que na inauguração recebeu o nome de Escola Estadual Lauro Müller, em homenagem a este vulto imortal de nossa história, a direção da escola foi entregue a complementarista Zoe Mello.
Funcionou com o nome Escola Estadual Lauro Müller até 6 de fevereiro de 1934, quando por decreto foi elevado a Grupo Escolar Lauro Müller. No final dos anos 30 e 40 e início dos anos 50, o prédio abrigou o destacamento militar, tiro de guerra e Batalhão Guarda Costa, em razão da II Guerra Mundial, deixando de servir aos fins para os quais fora projetado. Com a retirada do Grupamento Militar, voltou novamente a servir ao ensino no final dos anos 50 e 60, atuando em seu interior duas salas de aula em regime de três turnos, funcionando integradas ao Grupo Escolar Floriano Peixoto, localizado nas proximidades deste e inaugurado em 1942.

(Extraído do texto escrito por Paulo Sezerino- Livro: Itajaí: imagens e memória, 1995)

GRUPO ESCOLAR VICTOR MEIRELLES



Foi inaugurado em 4 de dezembro de 1913 no Governo do Cel. Vidal de Oliveira Ramos,
Como novo tipo de escola, seguindo modelo de escolas criadas em São Paulo. O Grupo Escolar, cujo prédio, dividido em "Secção Masculina" e "Secção Feminina", congregava classes de alunos, cada qual com o seu professor responsável, sob a supervisão de um diretor. Esse tipo de escola vinha substituir a tradicional escola primária, onde não havia seriação de ensino, e um mesmo professor, o "Mestre Único", ensinava todos os alunos. As vantagens inovadoras do Grupo Escolar eram intensamente analisadas pelos educadores da época: divisão de trabalho, seriação do ensino, economia de instalações. O mobiliário, como para as demais escolas construídas no modelo , veio dos Estados Unidos e de São Paulo. Havia um pequeno gabinete de Física e Química, um Museu Escolar e um piano para as aulas de canto. Mais tarde, ao Grupo Escolar, fora anexado o Curso Complementar,. Daí saíam os professores para as escolas isoladas, e recursos humanos que assumiam funções na vida de Itajaí. Substituiu o Curso Complementar o Normal Regional, mais especificamente voltado à formação para o magistério. Situado à Rua Hercílio Luz, centro da cidade, hoje abriga a Casa da Cultura Dide Brandão, inaugurada em 1982.
(Extraído do texto escrito pela Profª Rosa de Lourdes Vieira Silva- Livro: Itajaí: imagens e memória, 1995)

(Extraído do texto escrito pela Profª Rosa de Lourdes Vieira Silva- Livro: Itajaí: imagens e memória, 1995)